9 de fev de 2012

Do Not Forget - 1° Capitulo

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Esquisito. 

Fitei meus pais, estava do outro lado da incrível e imensa mesa, que era do outro lado da sala. Nunca entendi qual era o problema de comprar uma mesa de apenas seis lugares. Não entendia porque as pessoas viam para cá, jantar, almoçar ou apenas tomar o café da tarde, eles tinham casa, não tinham? 

Mas era sempre assim, graças à religião deles. Eu era atéia, não acreditava em qualquer fonte, ou propriamente dito em Deus. Mas fingia para agradar as visitas de meus pais, e ao Padre não-sei-o-que. Era obrigada a freqüentar a igreja, e era obrigada a viver com meu “Protetor”. O dever dele era me proteger, de tudo e de todos. Sim, eu sei me defender. E com meu “Companheiro”, um tipo de namorado, o qual meus pais escolhiam. 

Comecei a comer de cabeça baixa. Eu não odiava tanto aquilo, só achava uma idiotice, todo mundo fazer tudo ao mesmo tempo. Respirei fundo, e me estiquei sobre a mesa para pegar a pimenta. Minha mãe me olhou, um vinco estava formando-se em sua testa. Sorri de uma maneira maliciosa.

-Então Anna, como foi à escola? – perguntou minha mãe

-Chata, rezamos, enquanto eu murmurava palavrões, fingindo que estava rezando. Porque tenho que ficar em um colégio religioso se sou Atéia? – perguntei

- O que é uma atéia? – perguntou Nicholas

-O masculino é ateu. É uma pessoa que não acredita em Deus, ou O Todo Poderoso. – falei

-E não quero você na onda de sua irmã.

-Claro, eu sou a vergonha da família. – murmurei

Tentei seguir o jantar calada, muitas vezes murmurando algumas coisas sobre alienígenas. Minha mãe cuida de minha educação e de Robin, minha irmã mais nova. Ela tinha meses, e a pobre coitada tinha que viver sob condições religiosas totalmente idiotas. Meu pai cuidava de meu irmão mais novo, o Nicholas, ele tinha sete anos. Vivia na mesma condição que Robin. Diferente deles eu bati o pé para essas baboseiras. Meus avôs me consideram uma aberração, enquanto meus pais a vergonha da família. Eu me considero normal.

Assim que terminamos de jantar fui para meu quarto, e me tranquei lá. Peguei meus fones e liguei a música. Era o único jeito que eu encontrava para não matar alguém antes da hora. Deite-me, ainda escutando música alta. Se eu fosse repassar cada momento do inferno que é minha vida, com certeza passaria a noite inteira me lembrando. Parte dela era entediante, a outra eram apenas meus pesadelos. Nada demais, só apocalipse, anjos, demônios, bruxas, e tudo de idiota que você pode imaginar.

Coloquei o travesseiro sobre meu rosto assim que ouvi passos no corredor, pelo barulho do salto deveria ser minha mãe. Ouvi três batidas na porta.

-Vamos Anna, sei que esta acordada! – disse minha mãe

- Ah o que foi? – falei fingindo sonolência

-Abra a porta! – ela falou irritada

- Só para me fazer levantar. – resmunguei abrindo a porta – O que?!

-Tenho um serviço para você...

-Ah que bom. Boa noite – eu interrompi

-Me deixa terminar. – ela falou – Você e Aaron teriam que matar o gerente do banco o Paul Quorra.

- Ta, e daí? – perguntei

- Vale cinco mil dólares. Tente fazer isso e esta liberada. Por um mês.

- Cinco meses. – falei

Depois de uma imensa conversa, com toda a família consegui me libertar. Por cinco meses.

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