10 de fev de 2012

Do Not Forget - 2° Capitulo

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Brisa

O vento balançava meus cabelos, contra minha vontade. Uns fios faziam cócegas em meu rosto. Olhei para uma mão, o esmalte já estava seco. Sorri, enfim, uma vitória! Ouvi uns passos o corredor, e minha porta se abrindo.
-Eu sei que é você Nicholas. – falei
-Ah! Sem graça. – ele falou vindo sentar-se em meu colo – Você não vai fazer nada além de ficar olhando para um documento de texto no computador?

Olhei para tela, varias janelas estavam abertas, fechei uma por uma, e voltei ao documento de texto.
-Estou, ou melhor, estava tentando fazer uma redação. – falei
-E porque não faz lá em baixo? – Nick perguntou
-Não vou conseguir pensar. – falei
-E esta conseguindo aqui? – ele perguntou
-Com você aqui pirralho, não. – falei
-Sei... Vou brincar! – ele falou
-Vai lá. – eu disse
Voltei ao que estava fazendo: Pintar as unhas. Era um tom de vermelho vivo, o qual eu havia comprado uma semana atrás. Eu nunca fui de usar esmaltes, mas ficava com pena deles quando roia as unhas. Tive o habito desde pequena.
Observei a folha de meu caderno, cheia de anotações, e passei os olhos por cima das anotações de Inglês. Porque diabos eu iria fazer uma redação de cinco linhas, mostrando como seria o ser humano ideal? Aquilo era o que, sociologia?!
Comecei a escrever como titulo: “O Idiota Ideal”. Fiz algumas linhas só de como ele seria, a aparência, o que fazia etc. Então coloquei um bonitinho, Fabian. Passei a mãe em meus cabelos, e logo notei que estavam enredados. Fui ao banheiro e me olhei no espelho. Estava pior do que há uma semana.
Eu estava branca demais, meus cabelos pretos estavam bagunçados, mas mesmo assim pro lado. Minha franja também. Meus cabelos eram lisos, e a cor natural era um tom de ruivo. Na minha primeira fuga de casa, os pintei de preto.
Eu era alta, e muito branca e meus olhos eram azuis. Minha maquiagem estava completamente borrada, eu estava parecendo um zumbi. Fechei a porta do banheiro do meu quarto e enchi a banheira. Coloquei um liquido dos tubinhos colorido, tinham meio que um cheiro bom.
Despi-me devagar e entrei na banheira, a água fria me fez tremer no inicio, mas logo meu corpo se acostumou com a temperatura. Se estivesse mais fria, morrer de hipotermia era uma ótima opção. Lavei-me rapidamente.
Olhei o relógio de meu celular, e eu tinha meia hora para a sessão de terapia. Não sei como é, pois nunca fui. Sai da banheira e coloquei um roupão, fui ao meu closet e me tranquei lá. Peguei uma blusa preta, uma calça jeans, botas, e minha jaqueta de couro. Pretos. Voltei ao banheiro, sequei meu cabelo. E sai.
-Para onde vai? – perguntou meu pai
-Para a terapia! – gozei
-Sei. – ele disse e sumiu.
Sai pela cozinha e fui para um dos becos que havia perto de minha casa. E quem eu encontrei? Oh sim meu protetor.
-O que faz aqui? – falei acendendo um cigarro
Ele não respondeu. Revirei os olhos, mas mantive os mesmo colados em seu rosto. Deviam ter se passado uns cinco minutos, até que ele respirou fundo.
-Fumar faz mal. – sua voz era meio rouca, aveludada...
-E você é quem para me dizer isso? – perguntei
-Thomas O’Brian, o cara que cuida de você. – ele falou
-E eu com isso?
-Veja exemplos, aquela menina, drogas, nicotina, álcool... Veja como ela esta agora. É o que, uma prostitua?! – ele falou sério
-Podia estar pior. – falei
-Você em breve será apenas um exemplo. – ele falou pegando meu cigarro e tragando.
-Você também fuma! Não venha com essa de fumar é errado! – falei
-Só estou dizendo por dizer, você não escuta. Veja eu, tenho que aturar você todo o santo dia. – ele falou
-Idiota. – falei
-Viu. – ele disse
-Você não sabe nada sobre mim. – falei irritada
-Sei mais do que você pode imaginar. – ele disse
Seus olhos azuis penetraram nos meus. Seus cabelos eram pretos, e sua franja caia sobre seus olhos. Era alto e musculoso, lindo. Mas ele de repente se afastou. Estava a uns sete passos de mim.
-Teimoso! – falei cortado o gelo
-Nem tanto quanto você. Agora vai para casa. – ele falou
Thomas virou-se de costas e cerrou os punhos, deixando o toco de cigarro cair no chão. Pisquei duas vezes e sai. Fui para casa e me tranquei no quarto. Idiota, quem ele pensa que é? Respirei fundo, e abri a janela. Sentei-me na frente do computador e coloquei no buscador: Thomas O’Brian.

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