7 de mar de 2013

The Last Grimm - The Key Grimm: Capítulo 2

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Angel
“Temos a habilidade de ver o que ninguém mais vê. Quando eles perdem o controle, não podem se esconder. E os vemos pelo que realmente são.”
Tia Marie

Assim que Nick acordou, abriu a porta para ver como estava o tempo. Estava chovendo, Nick pegou seu casaco e saiu na rua. Não correu, acreditava que estava cedo o suficiente para que ninguém estivesse na rua. Ele estava errado, e antes de chegar ao carro, a menina que Nick havia conversado antes estava ali.
-Oi! – ela falou
-O que... O que diabos faz aqui?! – perguntou Nick
-Eu queria falar com você. Vai embora não é mesmo? Sabe o que eu acho disso? Acho que esta fugindo. Você é um Grimm, e pode muito bem enfrentar todo mundo aqui. Mas não faz isso, porque tem medo. – Angel falou sério
-Vamos tomar um café. – falou Nick entrando no carro
Angel hesitou, mas entrou no carro de Nick.  Era cedo demais para um café, eram 6h: 00min, Angel achava que não iriam achar nenhum lugar aberto àquela hora da manhã. Era um dos vários motivos que odiava NH. Em Nova York, provavelmente teria algo aberto.
-De onde você vem? – Nick tentou puxar assunto
-Nasci em Nova Jersey, e com seis anos meus pais morreram e fui morar com uma tia em Nova York, e descobri o que era. Achei legal, mas hoje minha opinião mudou. – Angel falou
-Descobri que era um Grimm há uns cinco anos atrás. Minha tia me contou, pena que não viveu tempo o suficiente para me fazer entender melhor o que era um Grimm. Virei amigo de um Blutbad. – disse Nick
-Deve ser bom ter alguém para confiar. Eu não tive apoio, nem ninguém que me explicasse às coisas, aprendi tudo sozinha. Foi difícil, mas me acostumei. – disse Angel fitando as mãos. – E para você, como foi?
-Minha tinha morreu sem poder me explicar tudo. Mas consegui um amigo para me ajudar a entender melhor. – falou Nick
Ambos ficaram em silêncio até entrarem na cidade. Nick pediu a Angel, que escolhesse o lugar.
-Aqui! – Angel falou – Eu quero aqui!
-Tudo bem, se acalme. Sempre foi assim? – perguntou Nick
-Não tive infância, me deixe ser uma criança feliz! – Angel falou irritada.
Nick riu, eles entraram, compraram café e alguns bolinhos. Angel preferiu ficar no carro.
-Há cinco anos, decidi que era hora de largar tudo. Estava mentindo à todos. Não suportava o fato de ser considerado um assassino. Larguei a policia, minha noiva... Tudo. E comecei a viver por ai, num trailer. – disse Nick
-Foi uma decisão egoísta. – disse Angel
-Sim, eu sei. – Nick respondeu pensativo.
-Mas... É não teria como explicar.
-Nem como parar. – diz Nick tomando seu café
Angel assentiu. Por um momento, Nick refletiu sobre o que a moça esquisita havia falado.  Nem tão esquisita, ela estava se tornando uma confidente de Nick, pois ambos já passaram pelas mesmas experiências. Mesmo Angel parecendo uma criança, tanto pelo comportamento, quanto pelo seu rosto.  Mas ambos não confiavam, e acabavam por contar apenas algumas coisas.
Angel deu um suspiro assim que seu café acabou, e olhou para fora pelo vidro do carro. A garota sabia como era estar no lugar de Nick, pois já havia se encontrado naquela situação. Em meio à confusão, Angel não tinha ninguém para ajudá-la a entender o que estava acontecendo. Angel queria alguém como Nick, mas o sarcasmo, ironia e brincadeiras sem graça, não a permitia o considerar alguém de confiança.
Nick tinha diverso duvidas sobre Angel, pois ainda a considerava esquisita. Ela era criança demais, boba demais e levava as coisas às vezes muito a sério. Mas ele sabia que a garota tinha seus motivos, e ele tinha uma lista para desconfiar dela. Imaginou o que aconteceria se a desafiasse. Não achava uma boa idéia. Do nada, Angel começou a rir, Nick olhou para ela em busca da fonte do riso.
-Você fica fofo com as bochechas vermelhas! – Angel falou ainda rindo
Nick se olhou no retrovisor do carro, e revirou os olhos.
-Você é boba!
-Você é chato. – ela falou sem sorrir

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