19 de out de 2012

Resident Evil: Around Shadows - 1° Capítulo.

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Capitulo 1 - Encontro

Fui para o bar The Open Doors. Ele literalmente abria as portas para homens e mulheres "brincarem" no hotel ao lado, ou no pátio do bar. De cabeça baixa, fui até o fundo do bar e me sento na bancada ao lado de um loiro. Ele fitava o copo vazio, parece perdido em seus pensamentos. Pela primeira vez encontro um loiro, forte sozinho neste bar. Peço uma cerveja.

-Se me der seu telefone podemos...

-Não. - interrompo o atendente e pego a cerveja

Uma ruiva se aproxima do homem ao meu lado. Com o canto do olho consigo observar.

-Que tal você me levar ao hotel? - ela pergunta a ele

-Que tal você evaporar? - ele pergunta

A ruiva vai embora e ele continua a fitar o copo.

-Perdeu uma grande chance. - sussurro.

-Acho que não. - ele falou se virando para mim. - Sou Leon. Leon Kennedy.

-Melissa. Melissa Strider. – falo

-O que traz uma moça jovem e casada para cá? – ele pergunta olhando o meu anel

-Na verdade, divorciada. – falei

Eu sabia que não seria para sempre a Senhorita Redfield. Mas não culpava Chris e sim a B.S.A.A. Não suportava o fanatismo pela Umbrella Corporation. Já não frequento a Igreja para não me deparar com fanáticos religiosos e no meu próprio trabalho, tem vários fanáticos.

-O que traz um homem jovem e... Bonito aqui? – pergunto

-Nada para fazer. – ele fala

-Você parece preocupado com algo.

-Acho que sempre nos preocupamos com besteiras. Ou com o ex que fica ligando. – ele fala quando meu telefone toca

Olho no viso e vejo que é Chris. Desligo e acabo me sentindo ruim por isso. Ele deve estar preocupado, já faz uma semana que não volto para casa nem atendo telefonemas. E se aconteceu algo?

-É verdade. Mas... – sou interrompida quando vejo um jornal com uma matéria que me chama atenção

“UMBRELLA CORPORATION IRÁ ABRIR UMA FILIAL EM CRYSTAL FALLS.”

-Merda. – diz Leon

-O que sabe sobre a Umbrella? – pergunto

-Tudo. – ele fala pegando o jornal

-Até de Raccoon City? – o questiono

-Principalmente. – ele responde

-Estava lá?

-Sim. – ele fala lendo o jornal. – Como sabe de Raccoon?

-Acho que todos sabem. Principalmente quem estava lá. – falei

-Você estava lá? – ele pergunta me olhando

-Sim. – falei

-O que diabos você estava fazendo lá? – ele pergunta

-Eu trabalhava na S.T.A.R.S. – respondi – Você sabe dos vírus?

-Sim, o que sabe?

-T-vírus, G-vírus, C-vírus, T-Veronica... Antes que pergunte, ajudei a desenvolver o T-vírus, mas pensava que era uma vacina contra algo. Passei um ano na Umbrella e fui para R.P.D. – falei

-Entrou para B.S.A.A. ou...

-Entrei para B.S.A.A., mas fiquei cinco anos. – falei

Eu sabia que boa parte das pessoas que estavam em Raccoon City, iria, no futuro, serem agentes, militares, mortos ou fariam parte de ONGs. Leon não tinha aparência de cara que ajuda uma ONG e sim quem é militar ou agente. Eu apostava na primeira opção. Mas é claro que eu não podia confiar nele. Nem contar muita coisa sobre mim. Quer dizer, contar mais coisas sobre mim. Idiota, nem sabe se ele se chama Leon e fala tudo! Tomei a cerveja sem dizer mais uma palavra. Leon continuava lendo o jornal. Sua mão fechada em cima do balcão. Será que ele havia perdido a família em Raccoon City?

-Vou sair daqui. – ele falou – Quer vir?

-Para onde? – pergunto

-Andar por ai... Sei lá. – ele falou pensativo

-Claro. – falei me levantando.

Deixei o dinheiro no balcão e o segui. Então me dei conta. Isso é pior do que falar sobre você! E se ele for um serial killer?Mas a besteira já estava feita. Eu não iria dizer que iria para casa – porque eu estria mentindo, eu iria para o hotel, e ele já sabia que eu era... Separada. Mas o que eu faria naquele quarto pequeno e inútil? Saímos do bar e andamos nas ruas escuras o bairro. Eu estava do lado dele, mas sabia que não podia confiar. Não o conheço nem há 30 minutos!

-Você não me conhece, nem sabe se eu menti o tempo todo porque me convidou para... Andar? – perguntei

Ele deu de ombros.

-Sei lá... Fiquei curioso. – ele falou

-Curioso...?

-Sobre você, não caiu à ficha ainda? – ele perguntou virando para mim e me prensando contra parede.

Ooops... Ferrei-me.

-Hã... Ehr... Não entendi. – falei confusa

Ele se aproximou mais ainda de mim. O que iria fazer? Estuprar-me? Não. Eu sentia sua respiração perto de mim, abri a boca para perguntar algo, mas Leon – ou seja, lá quem for – selou meus lábios.

(...)

Estava no quarto do hotel. Sozinha. Não por muito tempo, como Chris tinha uma missão lá perto do não sabe o que, a Ski iria ficar comigo. Na verdade, ficar não era só um ou dois dias. Ela era minha, eu que criei e gastei dinheiro! Não que Chris seja um irresponsável, mas não queria que enchesse a cabeça dela com baboseiras da Umbrella. Mas não é isso que estava me importando. E sim com o Leon – ou seja, lá como for seu nome – depois de ontem. Ah é claro com a ressaca de hoje. Eu estava tentando entrar no sistema da Umbrella, para descobrir informações sobre a vacina que estão desenvolvendo. Vacina... Devia ser o “Z-vírus” ou outra arma de bioterrorismo. Comecei a pensar na possibilidade de fazerem isso já na inauguração: Colocar uns vírus nas bebidas ou sei lá.

Desisto e vou para a garagem do hotel pegar o carro. Em seguida me direciono a casa de Chris. Pego a chave em minha bolsa e atravesso a rua.

-Senhorita Redfield! – ouço alguém gritar

Não dou bola e começo a destrancar a porta. Alguém me cutuca, pego minha arma que está na minha cintura me viro e aponto. Era a vizinha.

-Desculpa. – falei abaixando a arma – O que quer?

-Chris disse que é para lhe entregar isso. – ela falou assustada e saiu correndo.

Era um bilhete. Decidi não ler. Não ali, vai saber se algo acontece com a Ski dentro de casa sozinha... Abro a porta e entro.

-Ski! – grito

A akita branca de olhos azuis desce correndo e pula em mim. Ski era um filhote de Akita. Chris deu para mim. Eu gostava de cachorros decidi ficar. Pego Ski no colo – a gorda Ski – e vou pro sofá e começo a ler o bilhete.

“Você ta lendo isso, então é obvio que veio pegar a Ski. A guia dela esta no sofá. Ah atenda minhas ligações! Precisamos conversar.

Chris”

Peguei a guia e coloquei em Ski. Coloquei o bilhete no meu bolso e então notei um caderno em cima da mesa de centro. Mas que diabos era aquele troço? Peguei o caderno e a jaqueta que ele estava em cima. Era de Chris. Peguei a jaqueta e coloquei. Ski rosnava para algo, mas não dei bola, ela rosnava até para uma barata. Sigo para o carro – tranquei a casa – e coloco Ski no banco de trás, prendendo ela fazendo as bobagens para se houvesse um acidente, eu não morresse com uma “cachorrada na cabeça”. Segui para o hotel e meu telefone começou a tocar. Estacionei em frente a um parque.

Número desconhecido. Dizia no visor.

-Melissa Strider.

-Oi Melissa. Sou eu, Leon – disse do outro lado

Mas que droga... Como ele sabe meu número?!

-Oi... - falo

-Então, hã... Você ficou com meu pen drive? – ele pergunta

-Não, mas ele pode estar no hotel, se quiser eu procuro. – falei

-Claro, se achar liga para esse número? – ele pergunta

-Tá. - respondo

Ele desligou. Fui para o hotel e comecei a procurar o pen drive. E me dei conta que esqueci uma coisa no carro. Voltei correndo para garagem e tirei Ski de lá. Subo com ela e tiro sua guia quando entramos no quarto. Procurei mais um pouco e me lembrei que tinha colocado a jaqueta para lavar. Lá fui eu descendo um milhão de lance de escada. Aquela droga de hotel não tinha elevador. Por sorte a jaqueta estava fora da maquina. Procurei nos bolsos e achei o pen drive. Liguei para Leon.

-O pen drive é preto? – perguntei

-É sim. Poderíamos nos encontrar na cafeteria perto do seu hotel. – ele falou

-Como sabe que estou em um hotel? – perguntei

-Eu... Não sei... Foi um chute... – ele falou

-Aham. Pode ser, vou levar o pen drive. – falei e desliguei

Peguei o pen drive e fui para cafeteria que ficava na esquina. E Leon estava sentado na ultima mesa. Segui para mesa e me sentei.

-Aqui está. – falei entregando o pen drive – deixei uma coisa em casa, então...

-Não tão rápido. – Leon disse

-Como é?

-Não tente se levantar. – ele falou

-Já te dei a porcaria do pen drive...

-Olha senhorita Redfield, você vem comigo. – ele me interrompeu

-Você não tem autoridade para isso. – falei

-Não sou um civil como você pensa. E são ordens diretamente do chefe em pessoa, então cale a boca e se sinta importante por alguém saber que você existe diferente dessas baratas aqui. – ele falou olhando para os lados

-Olha, faz de conta que nada aconteceu ok?! – falei

-Você sabe sobre os vírus...

-Sobre o T-virus, já estão no C!

-... E você ajudou nas pesquisas, se não quiser parte da culpa, você vem comigo. – ele falou

-Com uma condição. Vamos para o meu quarto de hotel, e não vou a lugar nenhum sem Ski. – falei

-Quem é Ski?

(...)

-Onde você vai dormir, na cama, no chão, na cama da Ski ou no sofá? – perguntei

-A Ski tem cama? – ele perguntou

-Tem, ali. – falei apontando para poltrona que tinha uma colcha em cima.

-Ela é um cachorro! – ele falou

-Você é um agente e eu ainda te trato como um civil idiota! – falei

-Grande coisa! – Leon falou revirando os olhos

-Aceitei ser sua babá né? Então, cala a boca e escolhe onde vai dormir! – falei

-Você não é minha babá, esta para auxiliar a pegar a amostra da vacina que está no cofre que estará na festa de inauguração. – ele falou

-Ah, por favor, Leon. Por essa você vai dormir no sofá! – falei

-Você disse para eu escolher. –ele disse.

-Mas não escolheu até agora não vai escolher mais. – eu disse.

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